quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sobre Dislexia Perceptual de Leitura

A deficiência de aprendizado conhecida como Síndrome de Irlen ou Dislexia Perceptual de Leitura é um distúrbio oftamológico. Ele causa distorções visuais que interferem no processamento de letras, números e símbolos. Pessoas com síndrome de Irlen se cansam facilmente durante a leitura e têm dificuldade de compreensão. Professores e pais costumam confundir esse problema com preguiça ou falta de interesse das crianças em idade escolar. Mas, em alguns casos, a dificuldade para aprender pode estar associada à síndrome.
Pessoas com a doença têm a sensação de que as letras pulsam, tremem, vibram, confluem ou desaparecem no papel (observe no quadro abaixo os tipos de distorção visual mais frequentes). Muitas se queixam, além da dificuldade para ler, de insegurança ao dirigir e ao praticar esportes. A doença é hereditária, embora pais e filhos possam apresentar distorção visual de intensidades diferentes. Os sintomas mais comuns são intolerância à luz, dificuldade para manter o foco, alteração na percepção de profundidade, dores de cabeça e irritação nos olhos. Muitas pessoas não têm consciência do problema porque os sintomas parecemdepois de 10 minutos de leitura, o que os leva a pensar que as distorções são naturais, resultado da concentração.
“No Enem, por exemplo, centenas de estudantes com síndrome de Irlen não identificada podem ter o desempenho prejudicado”, afirma a oftalmologista Márcia Reis Guimarães, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Eles podem errar questões por não compreender o que está escrito e até se enganar na hora de passar as respostas no gabarito.” A pedagoga Claúdia Maria Pereira, de 37 anos, começou a pesquisar sobre o síndrome depois que o filho Lucas Pereira, hoje com 12 anos, demonstrou dificuldades na escola. “O Lucas se queixava de cansaço para ler e dificuldade para compreender qualquer texto”, afirma Claúdia. A pedagoga procurou a Fundação Hospital dos Olhos da UFMG, referência nos estudos de síndrome de Irlen no Brasil, e descobriu que também tinha o distúrbio. “Sempre me senti atrapalhada, caia de escadas, derrubava coisas”, diz Claúdia.
Pessoas com a síndrome podem usar óculos com lentes coloridas, especialmente prescritas por oftalmologistas. Essas lentes corrigem as distorções visuais. Outra alternativa é usar transparências coloridas, também indicadas por um especialista, em cima do texto na hora de ler. “Os óculos são mais adequados nos casos mais severos, quando a qualidade de vida e os estudos estão comprometidos pela síndrome”, afirma Márcia. “Em casos em que o grau de distorção é menor, usamos apenas as transparências.”


Fonte: http://revistaepoca.globo.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Criança com autismo é capaz de avaliar o que a torna feliz

Uma das grandes dificuldades ao se avaliar a qualidade de vida de crianças, é que a maioria dos questionários disponíveis são respondidos por pais, responsáveis ou profissionais. No caso da criança com autismo tal fato é ainda mais marcante, uma vez que são poucas as pesquisas com este tema. Pessoas com autismo apresentam déficits de interação social, linguagem e interesses restritos e estereotipados. Por isso, muitas vezes parece difícil conseguir informações mais precisas sobre quem pertence ao espectro autista, sem a intervenção de alguém que mantenha um contato mais direto. Entretanto, um estudo realizado pela terapeuta ocupacional Marília Bernal, do Instituto de Psicologia (IP) da USP, mostrou que é possível extrair da própria criança com autismo, respostas sobre sua qualidade de vida e o que a torna feliz.
Para a pesquisa foram utilizadas duas escalas: a Escala de Comportamento Adaptativo de Vinneland, que avalia o comportamento adaptativo das crianças, em áreas de atividades de vida cotidiana, linguagem e socialização, e uma escala que se propõe a avaliar os traços autísticos (ATA) por meio de pontuação de sintomas. Ao todo, 30 crianças entre 4 e 12 anos com autismo de alto funcionamento (crianças do espectro autista com melhor linguagem verbal e adaptação ao meio em que vivem), de Instituições especializadas em autismo da Grande São Paulo e da capital,  foram submetidas a um questionário, (Autoquestionnaire qualité de vie enfant imagé [AUQEI]), que consistia em perguntas sobre atividades e situações cotidianas, com um suporte de imagens, que auxiliavam nas respostas das crianças (algumas respostas eram representadas por carinhas felizes e tristes).
Este mesmo questionário foi adaptado para a terceira pessoa, a fim de que os responsáveis e professores pudessem respondê-lo pensando na criança. Assim foram respondidos pelos respectivos familiares das crianças e pelos 24 educadores que as acompanhavam. Nos resultados foram comparadas 3 amostras: crianças e familiares; crianças e educadores, e educadores e familiares.

Crianças mais felizes
Respostas diferentes aconteceram apenas em quatro perguntas referentes aos itens: sala de aula, lição de casa, quando pensa na mãe e quando brinca sozinho. Para os professores as crianças em sala de aula, fazendo a atividade de casa e pensando em suas mães, são mais felizes do que quando avaliadas pelos familiares. Já os familiares (quase todas mães) avaliariam as crianças mais felizes quando brincam sozinhas do que os seus professores.
A resposta dos três grupos ao questionário demonstrou que a qualidade de vida das crianças estudadas é satisfatória. Entretanto, duas foram as principais revelações: o questionário mostrou ser sensível para a análise da qualidade de vida de pessoas autistas mesmo quando respondido por adultos. Também demonstrou acessibilidade e facilidade para que o autista o compreenda e por si só e possa respondê-lo.
Marília diz que “o resultado do estudo foi muito importante porque demonstra a viabilidade de se encontrar meios ainda melhores que extrapolem a barreira comunicacional com o autista. Além de ser possível a valorização da resposta da própria criança com autismo. E é isto que verdadeiramente importa para o profissional: valorizar a criança, descobrir se ela está ou não feliz com sua vida, além de buscar entender os motivos que a levam a ter um ou outro sentimento.”
Os resultados ainda demonstram que há a necessidade de se validar métodos já pré-existentes ou de se buscar por novas formas de avaliar pessoas com autismo tendo por base respostas que venham delas. A pesquisadora também ressalta que “os dados da pesquisa são importantes para a estruturação de serviços que atendam esta população.”

Fonte: http://www.reabilitacaocognitiva.org

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Como adaptar sua escola para deficientes físicos



Conheça alguns dos principais pontos para atender a acessibilidade em instituições de ensino

Todas as escolas brasileiras, públicas e particulares, são obrigadas por lei a fazer as modificações arquitetônicas necessárias para atender os requisitos da acessibilidade. Os alunos cadeirantes são os que mais sofrem com a falta de estrutura física adequada. Mas apenas cerca de 30% das instituições de ensino privadas são acessíveis, segundo dados do último Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC). Veja o que deve ser modificado na escola para receber estes estudantes, de acordo com a Lei 10.098, de 19/12/2000, o decreto 5296, de 02/12/2004, e a Norma Brasileira 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Símbolo internacional de acesso

A indicação de acessibilidade das edificações, do mobiliário e dos espaços deve ser feita com o uso deste símbolo, preferencialmente branco sobre fundo azul (referência de cores Munsell 10B5/10 ou Pantone 2925 C). Opcionalmente pode ser representado em branco e preto.

Entrada e circulação

A entrada de alunos deve estar preferencialmente localizada na via de menor fluxo de tráfego de veículos. Deve existir pelo menos uma rota acessível, ou seja, livre de escadas e com espaço suficiente para a circulação de uma pessoa em cadeira de rodas, interligando o acesso dos estudantes a todos os ambientes da escola, incluindo a área administrativa.

Os corrimãos das rampas devem ser instalados em duas alturas: 0,70m e 0,92m do piso. Nas escolas que possuírem outras instalações complementares, como piscinas, ambulatórios, locais de hospedagem, etc, estes também devem ser acessíveis.

Portas

As portas, inclusive de elevadores, devem ter um vão livre de no mínimo 0,80 m e altura mínima de 2,10 m. Também devem ser respeitadas as distâncias de aproximação frontal e lateral. Existem muitos outros aspectos a serem considerados conforme o tipo da porta. Para conhecer todas as recomendações consulte a norma da ABNT.

Na sala de aula

As lousas devem ser instaladas a uma altura inferior máxima de 0,90 m do piso. Todos os elementos do mobiliário interno, inclusive a lousa, devem ser acessíveis, isto é, garantir áreas suficientes para aproximação e manobra de cadeira de rodas.

Também deve ser levada em conta, para a disposição do mobiliário e outros objetos, a faixa de alcance visual dos cadeirantes.

Carteiras

Pelo menos 1% do total das carteiras – com no mínimo uma para cada duas salas de aula – deve ser acessível a cadeirantes. As mesas ou superfícies devem possuir altura livre inferior de no mínimo 0,73 m do piso. A mesma regra serve tanto para as mesas em sala de aula quanto para os refeitórios.

Banheiros

Pelo menos 5% dos sanitários tantos dos alunos como dos professores – com no mínimo um para cada sexo – devem ser acessíveis. Recomenda-se também que, além disso, 10% dos outros sejam adaptáveis à acessibilidade. Os banheiros devem possuir barras de apoio para o vaso sanitário e para os lavatórios. Para conhecer todas as medidas e padrões verifique a norma da ABNT.

Bebedouros

Todos os elementos do mobiliário urbano da edificação, como bebedouros, guichês e balcões de atendimento, devem ser acessíveis, respeitando as áreas de aproximação e manobra, como nos exemplos citados acima com relação às portas e ao mobiliário interno de sala de aula. No caso dos bebedouros, 50% dos equipamentos – no mínimo um – precisam ser acessíveis com altura livre inferior de no mínimo 0,73 m do piso. O acionamento dos bebedouros, assim como o manuseio dos copos, deve estar posicionado na altura entre 0,80 m e 1,20 m do piso.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PESQUISA ESCOLAR PARCEIROS NA APRENDIZAGEM


A educação está em um processo de mudança e muito se discute entre os profissionais da área como aperfeiçoar as formas de ensino e como utilizar a tecnologia para que essa mudança realmente ocorra. Porém, transformar a prática de ensino em sala de aula não é tão simples.

Pensando nisso, a Microsoft Parceiros na Aprendizagem desenvolveu a Pesquisa Escolar “Parceiros na Aprendizagem”, já aplicada em diversos países do mundo e agora disponível para o Brasil, para auxiliar a medir e desenvolver o ensino e aprendizado do século 21 em sua escola. Com ela, a equipe gestora da escola e seus professores irão responder perguntas sobre práticas inovadoras de ensino adotadas em sala de aula da sua escola. Após todos os componentes convocados pela unidade escolar preencherem a Pesquisa, será gerado um relatório em 48h com as métricas sobre o uso das TIC’s (Tecnologia da Informação e Comunicação) em sua escola.

O intuito da Pesquisa não é fazer ranking das melhores escolas, mas sim ajudá-las a compreender como está sendo desenvolvido o ensino em sua unidade escolar. Trata-se de um conjunto de ferramentas de pesquisa que as escolas podem utilizar para obter relatórios de dados voltados para a ação, com exemplos reais de como sua escola pode desenvolver as práticas inovadoras de ensino e aprendizagem, para trabalhar as habilidades do século 21 nos alunos.

A Pesquisa é muito simples de ser preenchida, é confidencial e totalmente gratuita, apenas os responsáveis da instituição é que terão acesso aos resultados obtidos através do relatório final. A Microsoft Parceiros na Aprendizagem não irá utilizar e nem divulgar esses dados, que só serão revelados pela própria escola, se esta quiser.

Para saber mais sobre a Pesquisa e iniciá-la em sua escola, entre no site http://www.pilsr.com, e, no canto superior da tela, à direita, mude o país para “Brazil”, assim o idioma será alterado automaticamente para o português.

Leve esta nova ferramenta para sua escola, avalie seu ensino e inove!

sábado, 2 de julho de 2011

Pessoas com deficiência visual terão recurso da audiodescrição na TV aberta

A partir desta sexta-feira (1º), as emissoras com sinal aberto deverão oferecer pelo menos duas horas semanais de programação com audiodescrição, recurso obtido em um segundo canal de áudio, que narra, em língua portuguesa, as imagens que estão aparecendo na tela da TV.

A audiodescrição, integrada ao som original da obra audiovisual, contém descrições de sons, elementos visuais e quaisquer informações adicionais —como expressões faciais, figurinos ou efeitos visuais — que sejam relevantes para possibilitar a melhor compreensão do vídeo por pessoas com deficiência visual e intelectual.

O recurso estará disponível nas emissoras que já trabalham com o sinal digital. Em casa, o usuário deverá apertar a tecla SAP no controle remoto do televisor para ter acesso ao segundo canal de áudio, que irá trazer a descrição detalhada das cenas. As informações visuais são inseridas entre os intervalos do áudio, com o cuidado de não sobrepor diálogos ou ruídos importantes para a compreensão da narrativa.

A meta do governo é que, em dez anos, todas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifusão em sinal digital do Brasil exibam, no mínimo, vinte horas semanais de programas audiodescritos, na programação veiculada no horário compreendido entre as seis horas da tarde e duas horas da madrugada.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Estão abertas as inscrições do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2011



Educadores de todo o Brasil já podem enviar seus projetos e garantir sua participação!

Estão abertas até o dia 01 de julho as inscrições para a sexta edição do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, que valoriza e reconhece os melhores projetos educacionais desenvolvidos por professores brasileiros que utilizam a tecnologia para melhorar os processos de ensino e aprendizagem.

Para concorrer, basta acessar o site www.educadoresinovadores.com.br e seguir as instruções. Educadores de todo o Brasil podem se inscrever nas seguintes categorias:

1) Escolas Públicas de Educação Básica

Podem se inscrever individualmente educadores e gestores da rede pública de ensino, independentemente de sua área de atuação (ex. Português, Matemática, Física etc.): Secretarias Municipais ou Estaduais de Ensino, incluindo os Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs ou NRTEs), escolas públicas (municipais, estaduais ou federais), fundações e instituições de ensino sem fins lucrativos que atuem no Ensino Formal e não cobrem pelos serviços prestados. Também podem participar os educadores de escolas técnicas que lecionem disciplinas de educação básica como, Português, Matemática, Ciência etc.

· Inovação em Comunidade: Aprendizagem Além da Sala de Aula

· Inovação em Colaboração: Aprendizagem Colaborativa

· Inovação em Conteúdo: Construção do Conhecimento e Pensamento Crítico

Os educadores que se inscreverem em uma das três categorias acima poderão ser remanejados pelo Comitê de Seleção para duas categorias especiais: Inovação em Contextos Desafiadores e Uso Avançado de Tecnologias Microsoft na Aprendizagem.

2) Ensino Técnico - Educador Inovador Escola Técnica

Podem se inscrever individualmente educadores e gestores que lecionem disciplinas relacionadas à Tecnologia da Informação (TI) em escolas técnicas municipais, estaduais e federais.

3) Escolas Particulares - Educador Inovador Escola Particular

Podem se inscrever individualmente educadores e gestores independentemente de sua área de atuação (ex. Português, matemática, física, etc.) que lecionem em escolas particulares.

4) Educador Inovador

Todos os projetos finalistas nas categorias de Ensino Básico (escolas públicas) estarão automaticamente concorrendo na categoria Educador Inovador, cuja votação para escolha dos finalistas ocorrerá por voto popular online e presencial no dia 03 de agosto, durante o II Fórum Microsoft de Educação Inovadora.

Premiação

O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores conta com três etapas. Até o dia 22 de julho, vinte e um projetos serão escolhidos e participarão do evento nacional de premiação que será realizado em São Paulo no dia 03 de agosto.

Aqueles que apresentarem os melhores trabalhos serão premiados com um Notebook contendo o sistema operacional da Microsoft e um pacote de aplicativos Office. Assim, poderão dar continuidade na criação de novas ideias, beneficiando cada vez mais pessoas e compartilhando o gosto e o conhecimento pela tecnologia educacional.

Após a etapa nacional, os responsáveis pelos projetos vencedores nas categorias destinadas à educação básica (escolas públicas) apresentarão seus trabalhos no Microsoft Innovative Education Forum - Latin America, que ocorrerá entre agosto e setembro no Chile. Os classificados na fase regional irão participar do Microsoft Worldwide Innovative Education Forum que será realizado em novembro deste ano em Washington, nos Estados Unidos da América. O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores 2010 recebeu o número recorde de inscritos, foram 1.056 professores de todos os estados brasileiros. Em 2011 esperamos um número ainda maior, com o objetivo de buscar o reconhecimento internacional da educação do nosso país.

Fórum Microsoft de Educação Inovadora

Em 2010, aconteceu na cidade de São Paulo, no dia 04 de agosto, o I
Fórum Microsoft de Educação Inovadora, o evento foi um sucesso, contou com palestras de diversos profissionais da área de educação e apresentou os ganhadores do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores. Cerca de 300 pessoas estavam presentes e mais de 2 mil acompanharam a transmissão ao vivo pela internet. Esse ano teremos o II Fórum Microsoft de Educação Inovadora que promete trazer grandes nomes da educação com o objetivo de debater e discutir temas atuais da área.

Para acompanhar as novidades do Prêmio, acesse: www.educadoresinovadores.com.br

Mais informações no Blog: http://educadoresinovadores.com.br/blog/

Siga no Twitter: www.twitter.com/eduinova

Para mais informações:

Criax Comunicação Organizacional

Fone: (11) 3817-4665

E-mail: contato@educadoresinovadores.com.br